• Dr Nelson d'Ávila - Otorrino

Hipertensão arterial sistêmica e o Diabetes mellitus na gravidez

A hipertensão e o Diabetes constituem os principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares, motivo pelo qual constituem agravos de saúde pública onde cerca de 60 a 80% dos casos, a possibilidade de associação das duas doenças é da ordem de 50%, o que requer, na grande maioria dos casos, o manejo das duas patologias num mesmo paciente.

Entretanto a hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe e a pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro (SBH, 2012).

Ao mesmo tempo que o diabetes mellitus é uma doença do metabolismo caracterizada pelo excesso de glicose no sangue e na urina, que surge quando o pâncreas deixa de produzir ou reduz a produção de insulina, ou ainda quando a insulina não é capaz de agir de maneira adequada.  Hipertensão Gestacional As doenças hipertensivas da gravidez, que complicam 5% a 8% de todas as gestações, contribuem significativamente tanto para a morbimortalidade materna quanto fetal. Uma importante distinção deve ser feita entre a síndrome pré-eclâmpsia/eclâmpsia, reconhecida quando há elevação da pressão arterial pela primeira vez durante a gravidez, e a hipertensão preexistente (crônica) se refere à presença de hipertensão antes da gravidez ou da 20° semana de gestação. A hipertensão diagnosticada em qualquer fase da gravidez, mas que persiste além de seis semanas após o parto, é também considerada hipertensão crônica. Essas situações, embora caracterizadas por hipertensão são fisiopatologicamente diversas e têm diferentes implicações agudas e a longo prazo para a mãe e para o feto. Pré-eclâmpsia ocorre mais freqüentemente e é mais grave em mulheres com hipertensão crônica do que em mulheres normotensas antes da gravidez. Complicações fetais incluem crescimento fetal restrito, prematuridade e mortalidade fetal e neonatal. 

O diagnóstico de hipertensão na gravidez é feito quando os níveis, pressóricos são iguais ou superiores a 14 por 9. As doenças hipertensivas da gravidez, que complicam 5% a 8% de todas as gestações, contribuem significativamente tanto para a morbimortalidade materna quanto fetal. (Revista brasileira Hiper.2002) Diabetes Gestacional O diabetes gestacional é um dos maiores vilões na gestação da maioria das mulheres brasileiras, pois, está relacionado a um mau acompanhamento nutricional, desencadeando complicações importantes como hiperglicemia materna que é a maior causa de alterações relacionada ao feto e a mãe (VITOLO, 2008).

O diabetes gestacional é um distúrbio metabólico que caracteriza uma hiperglicemia causada por deficiência na secreção de insulina ou sua ação nos diversos órgãos (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2008).

Diabetes mellitus gestacional (DMG) é a intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação e que pode ou não persistir após o parto. É o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3% e 25% das gestações, dependendo do grupo étnico, da população e do critério diagnóstico utilizado.  Muitas vezes representa o aparecimento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) durante a gravidez (Diretrizes SBD, 2015).

O diagnóstico de diabetes gestacional é constatado quando ocorre pela primeira vez na gestação, depois do parto é natural seu desaparecimento, porém, se não ocorrer poderá ser confundido com o diabetes tipo 2 que não foi diagnosticado anteriormente, antes da gestação (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2008).

FATORES DE RISCO DA DIABETES GESTACIONAL

  • Idade de 35 anos ou mais

  • Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual

  • Deposição central excessiva de gordura corporal

  • História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau

  • Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual

  • Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou DMG    

  • Síndrome de ovários policísticos 

  • Baixa estatura (menos de 1,5 m)6

FATORES DE RISCO DA HIPERTENSÃO GESTACIONAL A hipertensão gestacional apresenta piores prognósticos quando está associado à hipertensão crônica anterior, diabetes, idade materna acima de 40 anos, alimentação rica em sódio e pobre em proteína, fatores hereditários, condição física (principalmente em pacientes obesas), baixo nível sócio-econômico (devido a desnutrição, deficiência na atividade muscular e estresses psicológicos) (HORTA, 1996). 

Na pré-eclâmpsia, os fatores de risco para a mãe são as condições médicas que predispõem à insuficiência vascular subjacente, tais como hipertensão crônica, diabete, lúpus eritematoso sistêmico, trombofilia, gestações múltiplas, sendo esta com diminuição do fluxo placentário (ASSIS, 2008; REZENDE, 2006).

Recomendação Nutricional com diabetes gestacional:

  • O uso do adoçante deve ser feito se necessário, sendo preferencial um adoçante a base de Stévia;

  •  Aumente a ingestão de água, em média dois litros por dia;

  •  Aumente a ingestão de carboidratos ricos em fibras: arroz integral, macarrão integral, pães e bolachas integrais;

  •  Não use açúcar, mel ou melados;    

  •  Evite refrigerantes. Se consumir, que seja o diet;

  •  Realize de cinco a seis refeições por dia;

  •  Evite carnes gordurosas. Preferir preparações assadas e grelhadas;

  •  Evite alimentos embutidos e enlatados;

  •  Controle o consumo de sal;

  •  Realize atividade física, se o médico liberar.

Recomendação Nutricional com Hipertensão gestacional (Mary Width, 2012):

  • O sal não deve ser liberado durante a gestação, pois dificulta o controle da hipertensão arterial, podendo mesmo agravá-la.

  • Evitar produtos industrializados processados (como enlatados, embutidos, conservas, molhos prontos, caldos prontos, temperos prontos, defumados, bebidas isotônicas);

  • Interrupção do tabagismo;

  • Redução do consumo do álcool ;

  • Consumir mais alimentos naturais como: frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, carnes e etc);

  • Implementação de atividade física aeróbica monitorada (caso liberado pelo médico obstetra);

  • O diabetes gestacional como qualquer outra doença deve ser tratada e acompanhada pelos profissionais da saúde como médicos e nutricionistas. Uma boa alimentação, estilo de vida saudável e acompanhamento são essenciais para o controle do diabetes na gestação, visto que o tratamento é fundamental para que não se propague pós-parto e cause danos à saúde da mãe (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2011).

Portanto e fundamental para a gestante um acompanhamento médico e de uma nutricionista para garantir a saúde da mãe e do feto. 

Refereências Bibliográficas: WIDTH, Mary, REINHARD Tonia, MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA NUTRIÇÃO CLÍNICA, tradução Carlos  Henrique Cosendey; revisão técnica Fernada J. Medeiros Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) E DIABETES MELLITUS (DM): protocolo / Ministério da Saúde, Departamento de Atenção Básica. Área Técnica de Diabetes e Hipertensão Arterial. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

SILVEIRA, Lauriane de Oliveira, MARQUEZ, Daniela de Stefani; DIABETES GESTACIONAL: consequências para mãe e o recém nascido; 2011.

PASCOAL, Istênio F. HIPERTENÇÃO E GRAVIDEZ; Revista Brasileira Hipertensos, 2002.

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